Garimpando Registros

A mineração de dados não para em nosso portal, tem sido o foco permanente de nossos trabalhos e com isso ajudado a definir casos que até então encontravam-se estacionados e provisórios.

Para o pessoal de Salta, Argentina, também uma atualização que embora ainda não defina vez por todas sua situação provisória em nossa genealogia, complementa um dado vital importante na história de Luigia Glerean, esposa de Giovanni Battista Zamarian. Mesma situação ocorre para Angelo Zamper (ou Zamparo), marido de Caterina Zamarian, que diz respeito a uma importante ramificação desenvolvida na Suíça aos cuidados da nossa prima Lorédane Vador.

Ao mesmo tempo e historicamente, tem nos ajudado a compreender aspectos sociológicos vividos pelos nossos antepassados naquela cronologia do tempo. Sempre temos frisado que os resultados dos dados obtidos nos mostram claramente porque estudiosos denominaram o Século XIX no Veneto e Friuli como os “anos fatais”. A grande mortalidade infantil, de maneira muito triste e explícita despe a realidade sofrida pelas famílias daquela época.

É o caso por exemplo, em especial para os descendentes de Romana Zamarian, casada com Marino Destro, em Botucatu, interior do Estado de São Paulo, no Brasil, da sua mãe Carolina Lucchin. Carolina foi a primeira esposa de Osvaldo Zamarian. Casaram em março e 1894 e em novembro tiveram a primogênita Romana. Depois conseguimos levantar que tiveram uma segunda filha de nome Lucia em dezembro de 1896, no entanto é mais que provável que a criança tenha sido vítima da mesma mortalidade supracitada no parágrafo anterior.

Mesmo se ainda não conseguimos encontrar o registro de óbito da criança, o da mãe foi retratado pouco mais de dois meses depois do parto, conforme o registro abaixo na sequência, sendo então possivelmente mãe e filha vítimas do mesmo descaso sanitário que assombravam as famílias durante todo o século XIX.

Dificuldades que nem sempre são meditadas com a atenção e carinho que merece, valorizando todas as atribulações psico mentais que nossos antepassados tiveram que sobreviver e seguir adiante, para que hoje confortavelmente pudéssemos reconhecer.

Ainda aos descendentes de Osvaldo Zamarian no Brasil, uma curiosidade: certa vez nosso finado primo Paulo Zamarian afirmou ter escutado do “nonno” a afirmação de que sua descendência desenvolveu em uma única ramificação até o seu pai Valentino, com a estranha sensação de que não haveria irmãos… Pois bem, nossos trabalhos tem mostrado que isso não ocorreu. Talvez ele quiz se referir a linhagem masculina, mas mesmo assim verificamos que existiram outros, sobretudo do trisavô com mesmo nome gerando Osvaldo, Antonio, Biagio e Domenico. Nessa leva inclusive encontramos mais uma tia de Osvaldo, de nome Maria (registro de falecimento logo abaixo) que acabou não contraindo matrimônio.

Ótimo final de semana a todos!

Shalom!